Agetransp e concessionárias se encontram com Comissão de Articulação de Programas Sociais do TJ-RJ

No Centro de Atendimento Integrado às Pessoas em Situação de Rua, o presidente da Agetransp, Adolfo Konder, se reuniu nesta segunda-feira (1/7) com a presidente da Comissão de Articulação de Programas Sociais do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, desembargadora Renata Machado Cotta, e representantes das concessionárias reguladas pela agência. O Cipop, idealizado pelo TJRJ, trabalha com a reintegração da população de rua à sociedade e conta com o apoio, no próprio local, de diversos órgãos das esferas municipal, estadual e federal, como Detran, Ministério Público do Trabalho, Fundação Leão XIII, Governo do Estado, Prefeitura do Rio, Defensoria Pública, OAB, Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado do RJ, Tribunal Regional Federal, TRE, entre outros. O objetivo do encontro foi conhecer detalhes do trabalho realizado no espaço e analisar como a Agetransp e concessionárias podem apoiar a iniciativa, que tem grande relevância social.


- Este é um espaço muito importante no atendimento da população de rua, oferecendo uma série de serviços de relevância social. É importante que todos tenham conhecimento do trabalho aqui realizado. Mas existem desafios a serem enfrentados quando o assunto é reintegração de uma pessoa à chamada sociedade formal. Por exemplo, uma pessoa que está vivendo na rua e busca a reintegração via o Cipop vai precisar de apoio como um emprego e, pelo menos inicialmente, de direito à mobilidade, para poder se deslocar até o trabalho. Por isso estamos aqui com os representantes das concessionárias de transportes para pensarmos uma forma de ajudar neste desafio – disse Konder.


A desembargadora Renata Cotta ressalta a importância de se oferecer justiça para a população de rua também, até pela questão da vulnerabilidade de quem se encontra nesta situação. O Cipop começou a funcionar no último mês de abril e já conseguiu estabelecer parcerias com algumas empresas e gerar empregos para algumas pessoas que foram atendidas e encaminhadas pelo Centro de Atendimento Integrado às Pessoas em Situação de Rua.
 

- Fazemos o atendimento de diversas pessoas em situação de rua e precisamos ampliar a ação, porque a questão não é apenas providenciar documentos. A cidadania plena, para todos, inclui a geração de emprego e moradia. Queremos pensar como podemos unir esforços com todos aqui reunidos. Se tiverem a possibilidade de aproveitar alguns dos cidadãos que estão registrados em nosso banco de atendimentos vai ser bem positivo para a sociedade de forma geral. Queremos fortalecer o Cipop e expandir o atendimento para Niterói e Baixada Fluminense – observou a desembargadora, que também é Coordenadora Geral do CIPOP-RUA.


O presidente da Supervia, Everton Trindade, se colocou à disposição para ajudar e averiguar as possibilidades de empregar pessoas vinculadas ao Cipop. “Podemos fazer uma experiência piloto com as pessoas registradas no banco do Centro”, comentou.


Também participaram da reunião e se prontificaram a analisar as condições de inscrever candidatos indicados pelo Cipop outras concessionárias. Estiveram presentes a presidente da Fundação Leão XIII, Luciana Calaça; Marcelo Mancini e Pedro Sabino representando o MetrôRio; o coordenador da Rota 116, Leonardo Teixeira; a gerente de Responsabilidade Social da CCR Barcas e Via Lagos, Izabel Loureiro; a coordenadora de Comunicação da CCR, Michele Lorencini; a assessora de Comunicação da Supervia, Juliana Barreto; o assessor da presidência da Agetransp, Pierre Meireles, entre outros.

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